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Parceiros do Inventar Goyaz são contemplado em dois editais com projetos de cinema e educação

Os responsáveis pelo projeto Inventar Goyaz – Inventar com a Diferença nas Escolas de Goiás, o professor Carlos Cipriano e a professora Marcela Borela, aprovaram, recentemente, dois editais para a continuidade do projeto após a segunda edição do Inventar com a diferença. Foram contemplados com o Edital de Fomento à Arte nas Escolas (edital número 12/2016) e com o Edital de Promoção das Demandas Culturais (edital número 11/2016). No primeiro caso, foi selecionado,  em nome do IFG – Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Goiás o projeto “Inventar com a Diferença nas Escolas de Itaberaí” na modalidade “Capacitação de professores” no segmento cultural “cinema e vídeo”, com o prêmio no valor de R$ 50.000,00. O edital objetiva contemplar projetos que atuem nas escolas estaduais do Estado de Goiás e que tenham como objetivo estruturar, fortalecer, circular e promover o acesso aos bens artísticos culturais, por meio da interação de artistas com professores.

O projeto aprovado “Inventar com a Diferença nas Escolas de Itaberaí” visa continuar as ações de capacitação docente em Arte e Educação iniciadas na cidade de Goiás pelo Instituto Federal de Goiás (IFG), em parcerias firmadas com o FICA (SEDUCE através do “Se Liga no Fica”) e com a Universidade Federal Fluminense (UFF através do “Inventar com a Diferença nas Escolas de Goiás). Desta vez, as ações serão estendidas ao município vizinho mais próximo e de maior população, ainda não alcançado pelos projetos de Cinema e Educação do IFG – Campus de Goiás. O principal objetivo é capacitar 16 professores das escolas estaduais de Itaberaí – a 42 km de Goiás – na metodologia do projeto Inventar com a Diferença, estimulando o docente da educação básica a se apropriar da linguagem audiovisual para a promoção do aprendizado e do fazer cinematográfico no ambiente escolar. O principal objetivo é difundir a metodologia do Inventar com a Diferença (UFF) em um mínimo de 4 (quatro) unidades escolares de Itaberaí, localizadas no perímetro urbano da cidade.

Outro projeto, o “Inventar com a Diferença nas Escolas de Aruanã” foi selecionado no edital de Promoção das Demandas Culturais, na modalidade ações afirmativos, recebendo o prêmio de R$ 50.000,00, no segmento predominante cultural digital/cinema. O edital visava  contemplar proposições advindas dada Gastronomia, Artesanato, Cultura Matriz Africana, Cultura Indígena, Moda, Design, Cultura Digital, Temática LGBTT. O  “Inventar com a Diferença nas Escolas de Aruanã” também almeja continuar as ações de capacitação, com extensão das ações para Aruanã, município da microrregião do Rio Vermelho ainda não alcançado pelos projetos de Cinema e Educação do IFG – Campus de Goiás. O principal objetivo é capacitar 16 professores das escolas estaduais de Aruanã na metodologia do projeto Inventar com a Diferença. Aruanã, às margens do Rio Araguaia, é uma das poucas cidades goianas com forte presença indígena na população. Nesse caso, especialmente, há no centro da cidade, dentro da Aldeia da etnia Karajá (chamada Buridina), a Escola Indígena Maurehi, frequentada tanto por crianças indígenas quanto não-indígenas, uma das escolas estaduais a receber o projeto.

A decisão de se inscrever nos editais foi motivada pelo desejo de fazer do IFG uma referência na difusão do Inventar com a Diferença nas escolas goianas, uma vez que o Instituto oferece uma Licenciatura em Artes Visuais e o Bacharelado em Cinema e Audiovisual nesse Campus. Os idealizadores dessas ações pretendem levar a experiência peculiar de interseção entre cinema, educação e direitos humanos para mais escolas do interior de Goiás, fortalecer a presença na comunidade através das trocas simbólicas do cinema em ambiente escolar e despertar para a produção de conhecimento que isso implica. Boreal e Cipriano aconselham aos demais parceiros do Inventar com a diferença e interessados em trabalhar com o cinema e a educação a reconhecerem que são necessárias diversas fontes de financiamento para a realização da plenitude de um projeto, sobretudo na medida em que existe a vontade de capilarizar, aprofundar e expandir essas experiências. Eles afirmam: “do cinema, da educação e dos direitos humanos, depois da passagem dessa força que é patrocinada pela UFF,  vem o desejo de ficar com o cinema na escola por mais tempo, como uma crença de que podemos adiar nossas saídas e fazer novas entradas para caminhar mais tempo juntxs”.

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